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Visualizar Notícia12/02/2010 - Estratégia: Companhias iniciantes preferem aportes de fundos Valor Econômico – 10/02/2010 Estratégia: Companhias iniciantes preferem aportes de fundos para manter controle sobre os negócios Nos EUA, novatas promissoras de TI agora evitam a bolsa Peter Burrows, BusinessWeek, de San Francisco 10/02/2010 Durante o boom da internet, os empresários do Vale do Silício - a região da Califórnia onde se concentram as companhias americanas de tecnologia da informação (TI) - sonhavam ir à bolsa de valores em busca de todo o reconhecimento e dinheiro conferido pelas ofertas públicas iniciais de ações. Mas um número crescente de promissoras companhias iniciantes de TI estão desistindo do processo ou, pelo menos, adiando o movimento por tempo indeterminado. O mais recente exemplo é Jeremy Stoppelman, do Yelp, um dos sites que crescem mais rapidamente na internet. Em 28 de janeiro, o Yelp anunciou que vai receber US$ 100 milhões da companhia de investimento Elevation Partners para financiar seu crescimento e permitir que seus funcionários façam algum dinheiro com as participações que detêm no negócio . "Pode fazer sentido ir à bolsa algum dia ", diz Stoppelman. "Se você pode protelar essa dia, encontrará muitas vantagens." Três outras companhias iniciantes optaram por acordos semelhantes nos últimos meses - o Facebook, o Twitter e a Zynga, uma desenvolvedora de jogos de rápido crescimento. O incomum não é que os grandes investidores queiram um pedaço de empresas promissoras, mas que eles concordem em gastar dezenas de milhões de dólares para que fundadores sem dinheiro e funcionários sigam suas próprias visões sem a pressão dos acionistas de uma companhia que negocia papéis em bolsa. "Você tem capitalistas que querem ficar fora [da administração] e funcionários que não têm ativos", diz Lise Buyer, fundadora da consultoria Class V Group. "Isso coloca o controle novamente nas mãos da [equipe de] administração." Permitir que os empresários façam dinheiro ao vender suas participações costumava ser polêmico, uma vez que os capitalistas de risco querem que as pessoas apoiadas por eles tenham toda a motivação possível para ser bem-sucedidas. Mas essa postura fica mais branda à medida que o tempo médio que uma companhia iniciante leva para ir à bolsa se estende em anos, de acordo com a National Venture Capital Association (NVCA). "Você quer [os empresários] famintos, não mortos de fome", diz Mark Heesen, presidente da NVCA. Criado há seis anos, o Yelp atrai 29 milhões de usuários por mês, que usam o site para encontrar críticas de outras pessoas sobre restaurantes, lojas etc. A companhia cresceu para 340 funcionários, a maioria deles abrigados com aperto em um escritório de sete andares no South of Market, um bairro da moda de San Francisco. Stoppelman e sua equipe acreditam que eles apenas começaram a explorar o potencial da publicidade on-line local. O desejo deles de manter o controle é tão forte que recentemente o Yelp rejeitou uma oferta de aquisição de US$ 550 milhões do Google e uma proposta de mais de US$ 700 milhões da Microsoft, de acordo com duas pessoas envolvidas nas negociações. "O Yelp tem a chance de se tornar uma das grandes marcas de internet", diz Stoppelman. "Para mim isso é a chance de toda uma vida." O Yelp usou a infusão de capital de risco do Facebook como modelo para seu acordo. Stoppelman e Peter Fenton, diretor do Yelp apontado pela Benchmark Capital, elaboraram os termos e então os negociaram com a Elevation. O investimento deu ao Yelp um valor de mercado de US$ 475 milhões. O Yelp vai destinar US$ 25 milhões para investimentos, enquanto US$ 75 milhões serão usados em uma oferta para adquirir uma pequena fatia da participação de cada empregado. Isso inclui Stoppelman, que insiste que o dinheiro não vai enfraquecer a determinação da equipe de administração. "Isso não vai mudar minha vida de maneira dramática", diz ele. "Minha cabeça continua no jogo."
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